Amazônia Adventure - Porto Velho/Rondônia/Brasil
 
 
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  • A Cidade

GUAJARÁ-MIRIM

 A PÉROLA DO MAMORÉ

 

 

 

 

 

 

 

 

A história do extremo oeste do Estado de Rondônia está intimamente ligada à estrada de ferro Madeira-Mamoré, apelidada de Mad Maria ou Maria Louca. A ferrovia levou 40 anos para ser construída e funcionou por apenas 60 anos, sendo desativada em 1972. Nesses 100 anos de história, muito se investiu, vidas se perderam e cidades nasceram nas proximidades daquela que trazia a promessa de desenvolvimento para o norte do país. Neste roteiro, os visitantes encontrarão vestígios desse importante capítulo da história brasileira, como locomotivas antigas, trilhos e batentes.

Às margens do Rio Mamoré, na divisa entre o Brasil e a Bolívia, a cidade de Guajará -Mirim era o ponto final da ferrovia Madeira-Mamoré. Na cidade pode se encontrar pequenos fragmentos dela, como alguns trechos de trilhos, a antiga estação, que atualmente abriga um pequeno museu da ferrovia, e uma das 22 locomotivas, parada para sempre ao lado da estação.
 
A Floresta Amazônica também é um dos atrativos da cidade. Num passeio de barco pode-se presenciar o encontro dos rios Mamoré e Pacaás Novos, cujas águas, de cores diferentes, não se misturam. Guajará-Mirim possui, ainda, uma zona de livre comércio, com algumas lojas de produtos importados isentos de impostos.
 
Para os que buscam conforto na selva, a 10 minutos de barco da cidade de Guajará-Mirim os turistas poderão se hospedar no hotel de selva Pakaas Palafitas Lodge.
 
O lugar é de fazer inveja a qualquer lodge do planeta. O Pakaas fica de frente para o encontro dos rios Mamoré e Pacaás Novos, que protagonizam numa escala reduzida o mesmo espetáculo do Solimões e do Negro perto de Manaus. E isso acontece nada menos que diante da piscina suspensa ou da varanda do quarto.
 
Além da beleza, a localização brinda um valioso benefício: os mosquitos não freqüentam as dependências do hotel. Isso porque o Pakaas fica às margens do rio escuro, cujas águas são ácidas demais para atrair insetos. E onde não há mosquitos, não há malária.
 
Este é apenas um dos diversos luxos de um hotel que foi cuidadosamente pensado para oferecer muita comodidade num ambiente nada propício.
 
Dicas de passeios
 
  • Um passeio interessante é o tour pelos Rios Mamoré-Guaporé em embarcações grandes, com acomodações bem agradáveis. No Rio Guaporé, aprecia-se a natureza e a fauna abundantes, além da possibilidade de pescaria esportiva. Durante o percurso visita-se o Distrito de Surpresa, Costa Marques e o Forte Príncipe da Beira, marco histórico de Rondônia.
  • Explorar o Parque Estadual de Guajará-Mirim e sua vegetação de cerrado e florestas tropicais;
  • Viajar na Madeira-Mamoré com o Zé do Apito, um ex-maquinista da ferrovia que realiza passeios num veiculo improvisado que parte de Guajará-Mirim;
  • Conhecer o artesanato e a cultura indígena nas aldeias dos Uru-Eu-Wau-Wau, localizadas entre Guajará-Mirim e Nova Mamoré.
 
Como chegar
 
Guajará-Mirim está localizada no centro-oeste de Rondônia, a 320 km de Porto Velho. O aeroporto da capital opera com vôos domésticos, ligando-a as principais cidades do país. De Porto Velho saem ônibus para Guajará-Mirim.