O avião retornou de Cuzco com 62 brasileiros que não tinham como voltar nos voos comerciais. Todos estavam aliviados por deixar para trás as enchentes em Machu Picchu.
Sessenta e dois turistas que não conseguiam sair da cidade peruana de Águas Calientes por causa das tempestades chegaram nesta segunda ao Brasil.
Eram 5h. Assim que o Hércules da FAB pousou no Rio, os passageiros aplaudiram. Para as famílias e para os viajantes, o fim do pesadelo peruano.
Foram as piores chuvas dos últimos 15 anos no Peru. O rio Urbamba, que desce dos Andes e corta todo a região do Vale Sagrado, em Cuzco, subiu sete metros.
A enxurrada destruiu a estrada de ferro, o único acesso ao município de Águas Calientes. A cidade é a porta de entrada para as ruínas de Machu Picchu.
Quatro mil turistas, entre eles 278 brasileiros ficaram isolados, à espera de um resgate que só podia ser feito por helicóptero.
“Era complicado porque ninguém tinha posição nenhuma e os europeus estavam pagando US$ 500 para ir embora de helicóptero e a gente sem informação de quando a gente ia embora”, contou um turista.
Todos os viajantes deixaram Águas Calientes em helicópteros peruanos. No sábado, o avião da Força Aérea Brasileira partiu com 14 toneladas de alimentos para ajudar as vítimas da enchente peruana. O avião retornou de Cuzco com 62 brasileiros que não tinham como voltar nos voos comerciais.
Entre os passageiros, estava a estudante Mariana Pimenta, que ficou cinco dias presa em Águas Calientes. Mariana tinha planejado uma viagem radical, com passeios de trem, de ônibus, fazendo trilhas. Passou fome e frio. Viveu uma aventura.
“Passei mal, fiquei doente, tive um infecção alimentar, fiquei dois dias no soro e no primeiro dia de evacuação que eu estava bastante doente disseram que eu não era uma prioridade, que eu não podia sair. Quando eu finalmente botei o pé em Olytaitambo, que eu tinha saído de Águas Calientes, eu quase beijei o chão. Estava muito feliz”.
Fonte: Jornal Floripa